Casa Ogham é um  projeto em marcha, que reúne as múltiplas possibilidades de criação do mundo, refletidas nos próprios cômodos de uma casa. O princípio básico do hermetismo  "O que está em cima é como o que está embaixo" bem define a importância da casa na cosmologia do mundo maior.

Rama

O sótão fascina, repele e convida. Na árvore, são os galhos, a parte visível e expressiva da criação humana, sua manifestação no mundo. No ambiente recôndito do patamar mais alto se guardam múltiplas experiências, esparsas e reunidas, que revelam por quantos caminhos o homem é capaz de seguir em seu itinerário.

Tronco

Ponto de confluência de energias, a sala é o ambiente onde se reúnem os moradores de uma casa e também seus visitantes. Vibram os afãs, se agitam as emoções. Na sala, os encontros se manifestam, decisões importantes são tomadas (como na ágora), as pessoas falam e transitam, recorrendo a outros cômodos de acesso restrito. Vaivém. Burburinho. Encenação.

Seiva

O quarto é o espaço onde o trânsito termina. Instalado no último recanto da casa, se fecha como refúgio, impenetrável em seus segredos.

A preparação de alimentos é tão antiga quanto a transfomação do barro em vaso. Oleiro e cozinheiro lidam com os quatro elementos, com a matéria mais primitiva, que vai do caos à ordem.

 

 

Raiz

O porão é o espaço relegado na arquitetura doméstica. Espaço do medo, do entulho, da umidade e do mofo. E por isso mesmo, oculto. O submundo da construção caseira. Não recebe cuidados, limpeza frequente ou decoração e, normalmente, é onde se guardam os arquivos do passado, aqueles que não foram bem assimilados, embora não possam ser descartados.